| SEDE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS - BRASÍLIA |
O conjunto arquitetônico da Câmara dos Deputados, em Brasília, está aberto à visitação e compõem-se do edifício principal e de quatro anexos, totalizando 135.000 m2, excluídos os jardins externos e estacionamentos.
O Edifício Principal, revestido em mármore e vidro, é de uso comum à Câmara e Senado, abrigando os dois plenários e a maioria dos setores políticos das duas Casas do Congresso.
O Salão Negro, comum às duas Casas, é a mais importante entrada do Edifício Principal. Do lado direito está a Câmara. Revestido em mármore branco com o piso em granito negro é de grande beleza e simplificadade. É reservado para grandes solenidades e recepções. Em uma de suas paredes encontra-se trecho do discurso pronunciado pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek ao sancionar a lei que fixou a data da mudança da capital.
Para ocupar os espaços mais nobres, Oscar Niemeyer desejou integrar obras de arte às linhas arquitetônicas, indicando artistas consagrados para, com suas criações, comporem esses ambientes.
O Salão Nobre ou Salão de Recepções, ao lado do Salão Negro, é decorado com um belo vitral de Marianne Peretti, painel do artista plástico Athos Bulcão e móveis de Ana Maria Niemeyer. Serve como cenário para lançamentos de livros e solenidades variadas.
| ![]() Salão Nobre |
Também nesse complexo se encontra o Salão Verde - nome dado em função da cor do tapete que o reveste. Juntamente com o Plenário é considerado o coração da Câmara dos Deputados. Ocupando toda a área próxima ao Plenário, tem ao fundo um jardim concebido pelo paisagista Roberto Burle Marx, revestido por painel de azulejos criado por Athos Bulcão. Cabe destacar o "Anjo", de Alfredo Ceschiatti, em bronze dourado, e a escultura do francês Andrè Bloc, simbolizando a construção de uma cidade - obra doada pelo governo da França. Emiliado Di Cavalcanti pintou especialmente para o Palácio do Congresso o mural "Alegoria de Brasília". Decoram ainda esse salão painéis de Athos Bulcão e Marianne Peretti. O mobiliário - poltronas e mesas de centro - é criação de Oscar Niemeyer.

Veja algumas obras de arte:
Jardim de Roberto Burle Marx, revestido por painel de azulejos de Athos Bulcão
"Alegoria de Brasília", de Emiliano Di Cavalcanti
Escultura do francês André Bloc
"Conheço muitos plenários, mas nenhum é tão bonito, quando este, nem mesmo o da Organização das Nações Unidas, em Nova York".
| ![]() Plenário Ulysses Guimarães |
Este o comentário de Oscar Niemeyer a respeito do Plenário da Câmara dos Deputados, hoje denominado Plenário Ulysses Guimarães. De formato circular, com capacidade para receber Deputados e Senadores, com galerias para cerca de mil visitantes, é nele que se realizam as sessões da Câmara e do Congresso Nacional.
Situado no interior da cúpula côncava do Palácio, é a sua principal dependência, onde se apreciam os mais altos problemas nacionais e de onde proveêm as soluções do debate político e da discussão na elaboração das leis. Representa o órgão máximo da Câmara dos Deputados.
A mesa da Presidência, em plano elevado e ladeada por duas tribunas reservadas aos oradores, tem ao fundo grande painel de vidro espelhado fixado em montante de alumínio, decorado com placas esmaltadas verdes e amarelas. Sobre ela antigo crucifixo de marfim. Suspensos nas laterais destacam-se os painéis eletrônicos onde são registrados os resultados das votações.
À mesa têm assento o Presidente da Câmara dos Deputados (ou o seu substituto eventual) e os Secretários, que com ele colaboram na orientação dos trabalhos das sessões e na manutenção da ordem, respeito e austeridade no recinto.
As bancadas dos deputados devidem-se em duas alas, separadas por um corredor central. As primeiras cadeiras das primeiras bancadas, contíguas ao corredor, são ocupadas pelos líderes.
Ainda no Plenário, abaixo das galerias destinadas ao público, circundando quase todo ambiente, existem duas tribunas, uma destinada aos jornalistas credenciados e outra a convidados.
Ao nível do recinto, veêm-se duas mesas reservadas aos taquígrafos que registram os pronunciamentos verificados durante as sessões.
Na parte superior das galerias há gabinetes envidraçados destinados a operadores de som, gravação, televisão e intérpretes para tradução simultânea.
Ligado ao Edifício Principal por passagem coberta, cresce por detrás das cúpulas da Câmara e do Senado, repousando sobre um espelho d'água. Esta torre de mármore e vidro é o mais alto edifício de Brasília, com 28 andares, um subsolo e um terraço com heliponto de emergência. É destinado aos serviços administrativos da Câmara.
Unido ao Edifício Principal por túnel subterrâneo, abriga a área legislativa, com o Centro de Documentação e Informação, o Departamento de Taquigrafia e o Departamento de Comissões, composto pelas Comissões Técnicas Permanentes, as Comissões Temporárias e as Comissões Parlamentares de Inquérito. O Auditório Nereu Ramos, utilizado para simpósios, seminários e outros eventos patrocinados ou não pela Câmara dos Deputados, também se situa nesse anexo, bem como assessorias parlamentares do Poder Executivo.
Abriga o Departamento Médico, a Assessoria Legislativa, a Assessoria de Orçamento e Fiscalização Financeira, alguns gabinetes de deputados e dois restaurantes.
Este edifício com 10 andares, um subsolo, estacionamento coberto, restaurante panorâmico e capela, abriga 428 gabinetes destinados aos parlamentares e seu corpo de auxiliares diretos. Integra-se ao conjunto arquitetônico através de uma passagem subterrânea com escadas e esteiras rolantes.
![]() Anexo IV | ![]() Capela na cobertura |
![]() |
|
| Congresso Nacional em Brasília | Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro |
![]()