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Veja abaixo as perguntas que foram respondidas pelo deputado Eduardo
Gomes (PSDB-TO), presidente da Comissão Mista de Mudanças
Climáticas, e também os comentários feitos
pelos internautas. Para facilitar o entendimento, o bate-papo está
dividido em cinco blocos: mudanças climáticas, obras
e ações governamentais, trabalhos da comissão,
interesses nacionais e responsabilidade.
Mudanças climáticas
(10:03) SIMONE: No Brasil, quais podem ser os efeitos do aquecimento
global?
(10:05) Dep. Eduardo Gomes: Simone, tão graves quanto
no resto do planeta. O desafio é colocar o Brasil na vanguarda
da redução de emissões de gases do efeito
estufa e achar uma forma de desenvolver de maneira sustentável
a nossa vida.
(10:11) SIMONE: O Brasil corre o risco de ter cidades litorâneas
engolidas pelo mar? O Rio de Janeiro, por exemplo, corre o risco
de desaparecer?
(10:15) Dep. Eduardo Gomes: Prezada Simone, segundo as previsões
do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas
(IPCC), a elevação do nível do mar é
uma hipótese considerável. Contudo, a conscientização
da humanidade quanto ao problema nos dará tempo suficiente
para tomar medidas para evitar uma catástrofe desta natureza,
uma vez que, se ela ocorresse, seria em um prazo longo o suficiente
para que essas medidas preventivas fossem tomadas.
Obras e ações governamentais
(10:11) Marcos: Gostaria de lhe perguntar sobre como confiar
no plano BR-163 sustentável se nem o CONAMA vem cumprindo
com uma de suas atribuições principais, que é
a de determinar o estudo de alternativas a projetos que causem
impacto ao meio ambiente, no caso um ramal ferroviário
para o mesmo local da BR?
(10:19) Dep. Eduardo Gomes: Marcos, gostaria de receber sua orientação
e opinião sobre este assunto e discuti-lo na comissão.
O que posso dizer é que dezenas de ações
que contavam com licenciamento ambiental estão sendo repensadas
e o momento exige rediscussão de vários temas, pode
ser o caso por isso aguardo seu contato.
(10:17) Marcos: O Sr. concorda que, em se tratando de um modal
de transporte que oferece uma possibilidade de governança
bem superior ao da rodovia, além de outras vantagens econômicas
e sócio ambientais, não deveria ser a ferrovia uma
opção a ser estudada para a região da BR-163,
que deverá causar ume enorme devastação à
floresta amazônica?
(10:22) Dep. Eduardo Gomes: Marcos, concordo e acredito que esta
opção pode ser acrescida de mais uma modal que é
o aproveitamento parcial dos reservatórios já construídos
para a geração hidráulica e que portanto
devem ser dotados de eclusas unindo então a plataforma
multimodal, diminuindo o impacto que apenas a matriz rodoviária
causa.
(10:21) Marcos: O Sr. tem ciência de que a floresta amazônica
vem perdendo uma área correspondente a um campo de futebol
a cada oito segundos, e que as taxas de desmatamento continuam
aumentando na região da BR-163?
(10:39) Dep. Eduardo Gomes: Marcos, temos as informações
e notamos que a partir da recente divulgação de
um quadro de verdadeira tragédia é preciso repensar
e promover ações emergenciais e enérgicas.
Essas ações compreendem mudanças de rumo
que passam até nos casos mais graves paralisação
ou alternativa que evitem esses desastres.
(10:15) Allan (Araguacema-TO: Quero saber a respeito da barragem
no rio Araguaia (Santa Izabel).
(10:31) Dep. Eduardo Gomes: Allan, a Barragem de Santa Izabel
não possui licenciamento ambiental. Temos conhecimento
que o projeto alternativo foi apresentado no intuito de reduzir
impactos, porém chamo a atenção para a necessidade
urgente da revitalização do rio Araguaia. Apesar
de ser um rio novo tem sofrido agressões irreversíveis,
o que torna nesse momento o aproveitamento hidráulico uma
questão secundária.
(10:18) Elka: Quais os maiores desafios hoje vistos pelo Sr.
que têm afetado o bioma brasileiro???
(10:33) Dep. Eduardo Gomes: Prezada Elka, esses desafios podem
ser resumidos em uma única palavra: sustentabilidade. Não
podemos abrir mão de desenvolvimento econômico do
nosso País. Contudo, esse desenvolvimento não pode
ser feito às custas da dilapidação do nosso
patrimônio natural. Esse é o grande desafio que o
poder público tem de enfrentar.
(10:18) Preserve Amazonia: Sabemos que o Brasil ocupa o 4º
lugar no ranking de emissores de CO2 e que 75% destas emissões
são provenientes do desmatamento, principalmente na Amazônia.
Sabemos também que a pavimentação de estradas
representa um dos maiores vetores de desmatamento. Com todas estas
informações, podemos afirmar que a pavimentação
da BR-163 vai acelerar o processo de desmatamento e conseqüentemente
das alterações climáticas. POR QUE NÃO
SE REALIZA UM ESTUDO DE ALTERNATIVAS DE TRANSPORTE NESTA REGIÃO
QUE É TÃO CRÍTICA E TÃO IMPORTANTE
PARA A MANUTENÇÃO DO CLIMA EM TODO PLANETA?
(10:24) Dep. Eduardo Gomes: Preserve Amazonia, na resposta ao
Marcos falo da necessidade de apoiarmos modais de transporte que
causem menos impacto ao meio ambiente, e como consequência,
transportem um maior volume de carga com menos emissões.
Gostaria que a Preserve Amazonia pudesse enviar sugestões
e propostas a nossa comissão.
(10:19) lopes: Embora tenhamos, na maioria das vezes, essa visão
de que apenas as indústrias, o agronegócio e setores
produtivos são culpados por boa parte da poluição,
deve haver a consciência por parte de todos que as ações
educativas e comprometidas com o meio ambiente são de formação.
Portanto, o estado deve exercer seu papel de formação
do ser ecológico. comprometido com as gerações
futuras e consciente dos problemas que enfrentamos.
(10:22) lopes: Nesse sentido, qual a política de formação
que poderia ser apresentada? E se já há algum incentivo
na formação de educadores ambientais? Dando essa
noção ampla de biodiversidade e interdependência.
(10:31) Dep. Eduardo Gomes: Prezado Lopes, o Ministério
do Meio Ambiente e o Ministério da Educação
já possuem políticas de formação de
educadores ambientais que vêm obtendo resultados expressivos
na conscientização da sociedade por meio da educação
formal e informal. Nossa comissão poderá, nesse
sentido, estimular o fortalecimento dessas políticas e
programas.
(10:22) John Kevinn: Fala-se em preservação e se
esquecem das pessoas que hoje habitam os lugares isolados da Amazônia,
o que fazer com essas pessoas?
(10:39) Dep. Eduardo Gomes: Prezado John Kevinn, essas comunidades
devem ser atendidas por políticas que priorizem a geração
de renda local por meio de práticas sustentáveis
e de preservação do ambiente natural.
(10:22) Fernando: Por que o estudo de impacto ambiental da BR-163
não contempla alternativas de transporte?
(10:26) Dep. Eduardo Gomes: Fernando, como já disse a
outros participantes do chat, ações de licenciamento
prévio estão sendo rediscutidas depois da divulgação
recente de relatórios que demonstraram o agravamento da
questão ambiental.
(10:31) Luciano: deputado, minha proposta é reduzir, diminuir
os tributos sobre produtos ecologicamente corretos...ou...mais
especificamente sobre os aquecedores solares, por exemplo. o que
o sr. acha?
(10:46) Dep. Eduardo Gomes: Luciano, a sua proposta já
está em estudo no Congresso Nacional e receberá
a atenção devida ao longo dos trabalhos da nossa
comissão.
(10:31) Aldiza: No planejamento do país para se adaptar
à nova realidade climática que já estamos
vivendo está sendo pensada a troca de experiências
entre regiões que já sofrem com seca e falta da
água (nordeste brasileiro) com outras regiões que
começaram a passar por esses problemas recentemente (região
norte e sul)?
(10:49) Dep. Eduardo Gomes: Aldiza, essa troca de experiências
já ocorre nos fóruns técnicos promovidos
pelos ministérios do Meio Ambiente, da Integração
Regional, das Cidades, e da Ciência e Tecnologia. Ressalto,
contudo, que as audiências públicas previstas no
plano de trabalho da nossa comissão ouvirá representantes
de ministérios envolvidos com essa temática. Assim,
poderemos incorporar em nosso relatório final a contribuição
valiosa dessas experiências.
(10:31) Marcos: Deputado, a comissão irá estudar
maneiras de melhorar a eficiência do IBAMA quanto às
suas funções de fiscalização e arrecadação
relativas à crimes ambientais, uma vez que apenas uma parcela
mínima das multas é recebida?
(10:52) Dep. Eduardo Gomes: Marcos, esse é um tema que
certamente será abordado nas diversas audiências
públicas previstas em nosso plano de trabalho. No entanto,
a tarefa do aprimoramento da gestão do Ibama cabe ao Executivo,
especialmente ao Ministério do Meio Ambiente. O trabalho
da comissão certamente contribuirá com importantes
subsídios para esse aprimoramento.
(10:33) Fernando: Não seria a crise da agricultura e pecuária
o motivo da queda do desmatamento?
(10:54) Dep. Eduardo Gomes: Fernando, acreditamos que não.
Os dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente
apontam para uma queda do desmatamento obtida por intermédio
de ações de fiscalização e de moralização
promovidas por aquele ministério, inclusive com o apoio
da Polícia Federal.
(10:35) suzi: Sr. Deputado, tenho acompanhado a Comissão
Especial Mista de MC. Ontem, na audiência publica, gostei
especialmente de uma sugestão sua sobre setorizar e sistematizar
dados referentes aos setores que contribuem com mais emissões
causadoras do aquecimento global. Todavia, entendo que isto não
deve sinalizar para uma nova forma de taxação do
setor produtivo. Gostaria de sugerir que a comissão avaliasse
e propusesse novas formas de minimizar ou mitigar tais emissões.
Um bom exemplo seria a adoção de medidas no âmbito
da responsabilidade social. O setor produtivo (agropecuário,
mineração e geração de energia) poderia
aperfeiçoar seus instrumentos para trazer vantagens comparativas.
(10:59) Dep. Eduardo Gomes: Suzi, concordo com sua exposição
e nossa intenção é inibir qualquer tentativa
de taxação adicional porque isso seria interpretado
como um castigo a quem deve ter estimulada a participação
no processo de desenvolvimento sustentável tendo como recompensa
menos impostos e melhor qualidade de vida.
(10:36) Aldiza: Deputado, uma questão que incomoda muito
é a facilidade que se tem em conseguir licença para
desmatamento. Por outro lado, a licença para manejo é
supercomplicada e exige do solicitante uma série de requisitos
caros. Não está passando da hora de facilitar a
concessão de licenças para manejo e dificultar as
licenças para desmatamento? Tem que se alterar a legislação.
O senhor não acha?
(10:57) Dep. Eduardo Gomes: Aldiza, a legislação
atual prevê mecanismos que, se aplicados corretamente, são
capazes de evitar o desmatamento. Uma lei aprovada no ano passado
pelo Congresso Nacional prevê um novo modelo de concessão
para o uso das florestas e esse é um novo caminho que o
Brasil vai utilizar para tentar resolver esse tipo de problema.
Entretanto, é absolutamente imprescindível o fortalecimento
dos órgãos licenciadores ambientais, especialmente
o Ibama, para que possam executar de forma eficiente suas tarefas
de fiscalização.
(10:39) jacy: O Brasil é responsável por 75% do
desmatamento na América do Sul e as queimadas são
apontadas como as principais responsáveis pela emissão
de gases estufas. O que falta para o Brasil conter definitivamente
o desmatamento na Amazônia?
(11:02) Dep. Eduardo Gomes: Jacy, em primeiro lugar fortalecer
os órgãos ambientais, em especial o Ibama, para
que as ações fiscalizadoras tenham mais eficiência
de resultado. Em segundo lugar, a formulação de
políticas para o País que privilegiem modelos sustentáveis
de desenvolvimento. Por último, a geração
de uma nova economia menos dependente de padrões exploratórios.
(10:41) Karla Pauline: Deputado, fala-se muito na Amazônia
e, talvez não seja o tema deste debate, mas de que forma
o nosso estado do Tocantins está inserido neste contexto?
(10:46) Marcos: Importante salientar para a Karla Pauline que
sem chuva, não há produção nem emprego,
e que o clima do estado do Tocantins, que está na Amazônia
legal, depende fundamentalmente da manutenção das
florestas, especialmente na Amazônia.
(11:06) Dep. Eduardo Gomes: Karla Pauline e Marcos, o Tocantins
possui biodiversidade e localização geográfica
privilegiadas. Além de tudo, temos na bacia hidrográfica
Araguaia-Tocantins a nossa grande riqueza. É preciso investir
em ciência e tecnologia como forma de gerar emprego e diminuir
ações de agressão ao meio ambiente. Há
recurso disponível, é preciso competência
e vontade política para atingirmos esse objetivo.
(11:14) Karla Pauline: Deputado, o Sr. acredita que haja a vontade
política que citou por parte do governo do estado do Tocantins?
(11:40) Dep. Eduardo Gomes: Karla Pauline, registrei que não
conheço a opinião do governador sobre o assunto,
mas que o Tocantins quando instalado promoveu ações
de planejamento, principalmente durante os governos do ex-governador
Siqueira Campos, que se implementadas levam em conta a questão
ambiental.
(10:42) aline: Sr. deputado, gostaria de saber mais sobre as
expedições à Antártica?
(11:04) Dep. Eduardo Gomes: Aline, o Brasil participa com destaque
das expedições científicas à Antártica,
por intermédio de um programa denominado Proantar. Sobre
este programa, você poderá obter informações
detalhadas na página do Ministério da Ciência
e Tecnologia (www.mct.gov.br).
(10:45) Hélio: Deputado, todos falam atualmente em aumentar
a produção de etanol, mas como o Brasil poderá
se tornar exportador desse biocombustível, se ainda não
conseguiu erradicar o trabalho escravo nos canaviais?
(11:06) Dep. Eduardo Gomes: Prezado Hélio, a solução
para esse problema é investir em pesquisa e desenvolvimento
de novas tecnologias que evitem os impactos ambientais do cultivo
da cana-de-açúcar e possibilitem a erradicação
desse tipo de trabalho que envergonha o nosso País.
(10:46) Aldiza: Deputado antes mesmo desse tema se tornar prioridade
no País, eu já me perguntava por que o governo federal
não adotou algumas medidas simples pró-meio ambiente?
Por exemplo: Por que no Brasil ainda não temos coleta de
lixo seletiva, pelo menos nas capitais? Medidas simples fazem
muita diferença.
(11:09) Dep. Eduardo Gomes: Aldiza, você tem toda a razão.
Essas medidas simples fazem muita diferença. No entanto,
é preciso ressaltar a importância da ação
local das comunidades, tanto na cobrança das medidas necessárias
por parte das autoridades quanto na ação do próprio
cidadão para reduzir esses problemas, fazendo a sua parte.
(11:15) Aldiza: Senhor deputado, concordo plenamente com sua
opinião. Mas, por exemplo, no prédio que moro fazemos
a coleta seletiva interna, mas quando é colocado no container
para o serviço de limpeza urbana fica tudo junto, ou seja,
a nossa iniciativa não adianta.
(11:34) Dep. Eduardo Gomes: Aldiza, é isso mesmo. O cumprimento
da legislação precisa ser exigido pelo Poder Executivo
local. Do contrário, o trabalho de elaboração
das leis fica prejudicado, pois o resultado não é
proporcional à importância dada pelas duas Casas
do Congresso Nacional a um tema dessa relevância.
(10:47) Renato Casa Nova: Gostaria de saber se existe algum controle
por lei que proíbe o esgotamento de várzea?
(11:12) Dep. Eduardo Gomes: Renato Casa Nova, não tenho
essa informação agora, mas solicitei pesquisa para
lhe enviar imediatamente. Por favor envie seu e-mail para dep.eduardogomes@camara.gov.br.
(10:54) Renato Casa Nova: Gostaria de saber se existe alguma
lei que regula o esgotamento de áreas alagadas.
(11:17) Dep. Eduardo Gomes: Renato Casa Nova, acredito que a
sua dúvida se refere à questão de saneamento
básico. Neste caso, sugiro que você acesse o site
da Câmara e pesquise a respeito do marco regulatório
da Política Nacional de Saneamento Básico.
(11:19) Renato Casa Nova: Não, deputado, eu me refiro
a esgotamento de áreas alagadas, também chamadas
de brejo que é muito comum em minha região em Minas
Gerais.
(11:43) Dep. Eduardo Gomes: Caro Renato Casa Nova, agora a sua
dúvida ficou clara. Esses procedimentos devem ser objeto
de fiscalização pelo órgão ambiental
estadual. Em geral, o Ibama não participa dessas ações,
exceto quando o impacto ambiental tem caráter regional.
A legislação atual prevê a atuação
desses órgãos nesse tipo de fiscalização.
No entanto, para definir melhor as atribuições desses
órgãos (federal, estaduais e municipais), o governo
federal enviou ao Congresso um projeto de lei no bojo das medidas
previstas no Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), visando à regulamentação do artigo
23 da Constituição Federal.
(10:52) Carlos da Silva: Eduardo Gomes, o que vc acha do governador
Marcelo Miranda diante desta questão?
(11:22) Dep. Eduardo Gomes: Carlos da Silva, não tenho
ouvido a opinião do governador Marcelo Miranda sobre o
tema, mas sei que o Tocantins possui projeto muito bem avaliado
pelos organismos internacionais para o seu crescimento sustentável
até o ano de 2020. Espero que as adaptações,
acompanhamentos e ações de governo estejam colaborando
para a avaliação do papel do estado na questão
do desenvolvimento limpo.
(10:57) Gustavo: O sr. não acha q está na hora
de o Brasil sair da postura de país de terceiro mundo e
parar de jogar a responsabilidade da emissão de carbono
sobre os países de primeiro mundo? O Brasil não
tem que adotar posturas e leis internas de combate à emissão
de carbono, em vez de só cobrar isso dos EUA?
(11:19) Dep. Eduardo Gomes: Gustavo, você está certo.
O Brasil precisa estabelecer metas internas para essas emissões.
O trabalho da nossa comissão caminha no sentido de fornecer
subsídios para a definição dessas metas.
(11:07) Irreversível: Como cristão evangélico,
sinto-me muito preocupado com o que está acontecendo no
nosso país com tanta poluição, não
só apenas com relação ao desmatamento ou
quantidades de cfc que estão sendo lançadas na atmosfera
e também com tantos outros fatores que denigrem o meio
ambiente......Creio que faltam campanhas educativas mais intensas
como, por exemplo, essas propagandas que incentivam ao desarmamento
ou até mesmo a irmos votar em representantes políticos
.....Ou seja, uma campanha em massa em todas as áreas da
sociedade e em todos os níveis sociais.
(11:25) Dep. Eduardo Gomes: Prezado Irreversível, compartilho
das suas preocupações. No âmbito da nossa
comissão, faremos todos os esforços possíveis
para que esses problemas sejam diminuídos.
(11:13) raul bom: Caro Eduardo, gostaria de lhe parabenizar pelo
excelente trabalho na Câmara e lhe informar que estou morando
aqui em Brasília. Qual seria a melhor hora pra tomarmos
um café em seu gabinete?
(11:24) raul bom: Não era hora de o Brasil expandir o
projeto de seqüestro de carbono, que teve seu piloto no Tocantins?
(11:35) Dep. Eduardo Gomes: Raul bom, é um prazer falar
contigo e envie telefone e endereço para mantermos contato.
Concordo que precisamos de um competente programa de mercado de
carbono que beneficie o Tocantins e o Brasil.
(11:14) xisnove: Deputado, o PR 01/2007, que prevê uma
série de medidas administrativas para reduzir o impacto
das atividades da Câmara, foi apresentado pelo Dep. Sarney
Filho. Ele terá de ser arquivado, pois só a Mesa
Diretora pode apresentar PR que vise mudanças no orçamento
da Casa. O que acha disso?
(11:38) Dep. Eduardo Gomes: Xisnove, o deputado Nárcio
Rodrigues, vice-presidente da Câmara, foi contatado para
assumir o projeto e o fará.
(11:14) Fredson Aguiar: O presidente Lula diz que a construção
da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu - no Pará
- é vital para que daqui a algum tempo, a região
sudeste não seja vítima de apagões e crises
no setor elétrico. Justamente esta hidrelétrica
vem sendo motivo, desde 1989, de discussões sobre impactos
ambientais gravíssimos conforme seja construída.
Recentemente, no Tocantins, a discussão envolve a Hidrelétrica
de Santa Isabel. Até onde o Tocantins e a Amazônia
comportam mais hidrelétricas?
(11:43) Dep. Eduardo Gomes: Fredson Aguiar, todo planejamento
de aproveitamento hidráulico no rio Araguaia deve ser repensado,
porque, como havia dito anteriormente, entendo que é momento
de pensar primeiro na sua revitalização e na proteção
de suas margens. Sou contra esses projetos de hidrelétrica
enquanto o plano de preservação não for implementado.
(11:21) Gustavo: Deputado, a nova Lei de Florestas do Brasil,
sancionada no ano passado, vai trazer alguma contribuição
concreta para reduzir o aquecimento global?
(11:45) Dep. Eduardo Gomes: Gustavo, a Lei de Florestas foi elaborada
de forma consistente pelo Congresso Nacional. Se aplicada corretamente,
essa lei poderá sim contribuir para reduzir o aquecimento
global. A sua aplicação deverá ser fiscalizada
pelo Poder Público e pela sociedade para que o espírito
que norteia a lei seja preservado.
(11:25) gofish: O sr. acredita que a instalação
de todas estas usinas no Tocantins, não terão impacto
ambiental????
(11:48) Dep. Eduardo Gomes: Gofish, não. Todas as usinas
têm como conseqüência impactos ambientais, que
precisam ser analisados e assumidos desde que as ações
de redução de impacto socioambientais sejam aceitáveis.
Não há ilusão sobre esse tema.
(11:38) joel: Então, dep., poderia ter uma política
de reciclagem e ensinamento sobre o aquecimentos nas escolas
(11:50) Dep. Eduardo Gomes: Joel, sua idéia é muito
boa e coincide com algumas iniciativas que têm por objetivo
a ampliação do conhecimento sobre meio ambiente.
Tomara que esse seja um dos êxitos dos trabalhos desta comissão.
(11:40) mILENA: Deputado: qual a solução para que
o etanol seja utilizado sem que o plantio de outros itens, que
não a cana, seja mantido?
(11:52) Dep. Eduardo Gomes: Milena, é possível
a produção de etanol com outras matrizes. Toda evolução
para a produção de melhor solução
ecológica só existirá com investimento maciço
em ciência e tecnologia. O Brasil ainda investe muito menos
do que deveria investir.
(11:47) Thalisson: Brasília não deveria ter incentivos
para implantação de postos de combustíveis
com GÁS NATURAL?
(11:52) Thalisson: Deputado, o gás natural não
é menos nocivo que o biodisel?
(11:55) Dep. Eduardo Gomes: Thalisson, acredito que esses incentivos
já estejam na pauta de discussão do Executivo a
partir da aprovação da chamada Lei do Gás,
recentemente aprovada no Congresso Nacional. Quanto ao grau de
poluição atmosférica, realmente o gás
natural é mais vantajoso. Contudo, sempre é bom
lembrar que gás natural é um combustível
fóssil, enquanto o biodiesel parte de formas renováveis
de energia.
Trabalhos da comissão
(10:08) Maurilio: O senhor não acredita que, com a criação
dessas subcomissões e outras que estão sendo estudados,
isso possa vir a "atrapalhar" o trabalho de sua comissão??
(10:12) Dep. Eduardo Gomes: Maurilio, a comissão da qual
sou presidente é uma comissão mista especial que,
portanto, reúne representantes das duas Casas do Congresso
Nacional. Sua primeira tarefa é exatamente harmonizar os
objetivos e planos de trabalho das subcomissões criadas
nas duas Casas para tratar do tema. Um exemplo disso é
que o presidente da Subcomissão de Aquecimento Global do
Senado, senador Renato Casagrande, é o relator da nossa
comissão.
(10:08) Gustavo: Deputado, quais propostas serão analisadas
pela comissão?
(10:13) Dep. Eduardo Gomes: Gustavo, todas aquelas que contribuírem
para a compreensão da emergência que o tema exige,
principalmente aquelas que podem tornar-se medidas permanentes
de desenvolvimento limpo.
(10:13) Natureza: O que os deputados têm feito de fato
para combater o aquecimento global? É hora da mobilização,
e não de discursos teóricos, não acha???
(10:22) Dep. Eduardo Gomes: Prezado(a) Natureza, você tem
toda razão. A nossa comissão está procurando,
por meio de seminários e audiências públicas
previstas no plano de trabalho aprovado nesta semana, mobilizar
tanto a sociedade quanto a comunidade acadêmica para debater
com o Congresso Nacional e com representantes do Executivo as
melhores ações para enfrentar o problema. Ressalto,
contudo, que os aspectos científicos que envolvem a questão
devem ser priorizados, para que possamos tomar decisões
em bases confiáveis e respaldadas pela comunidade científica.
(10:18) Maurilio: Deputado, o senhor não acredita que
há carência de atitudes mais práticas? Como
de fato foi o ECO 92? O senhor acredita que a comissão
tá tendo a repercussão que lhe é devida e
merecida??
(10:35) Dep. Eduardo Gomes: Maurilio, nesse momento a comissão
aprovou o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador
Renato Casagrande. Tem sido uma opção da comissão
formular propostas concretas e ações objetivas para
só depois conscientizar através dos meios de comunicação
a sociedade brasileira.
(10:19) VALÉRIA: Deputado, seria muito interessante que
o Congresso Nacional promovesse palestras esclarecedoras sobre
o aquecimento global. Isso seria um passo decisivo para a conscientização
das pessoas.
(10:25) Aldiza: Sr. Deputado toda essa discussão deve
ser levada às populações que mais sofrem
com as mudanças climáticas. O que está sendo
planejado para que todas essas informações científicas
cheguem de uma forma compreensiva para as populações
de base?
(10:37) Dep. Eduardo Gomes: Caras Valéria e Aldiza, conforme
havia explicado a Natureza, a nossa comissão está
procurando, por meio de seminários e audiências públicas
previstas no plano de trabalho aprovado nesta semana, mobilizar
tanto a sociedade quanto a comunidade acadêmica, para debater
com o Congresso Nacional e com representantes do Executivo as
melhores ações para enfrentar o problema. Ressalto,
contudo, que os aspectos científicos que envolvem a questão
devem ser priorizados, para que possamos tomar decisões
em bases confiáveis e respaldadas pela comunidade científica.
Nesse sentido, vocês têm toda razão ao considerar
que essa informação precisa ser traduzida para uma
linguagem mais adequada ao conjunto da população.
A nossa comissão está atenta a essa necessidade
e buscará meios para democratizar essa informação.
(10:29) Gustavo: A comissão vai apresentar propostas em
seu nome? O senhor já poderia adiantar alguma delas?
(10:52) Dep. Eduardo Gomes: Gustavo, apresentei vários
projetos que tratam do tema e estão disponíveis
no site do gabinete (www.eduardogomes-to.com.br). Destaco a proposta
que regulamenta o mercado de crédito de carbono e proposta
ainda em elaboração que sugere desoneração
fiscal gradativa para setores que investirem parte dessa redução
em ações ambientais.
(10:38) VALÉRIA: Deputado, acho que a comissão
mista deveria preparar material impresso com informações
a respeito do aquecimento global. Esse material deveria ser distribuído
na repartições, nas escola e etc.
(11:01) Dep. Eduardo Gomes: Valéria, concordo com sua
sugestão de imprimir e distribuir material sobre o aquecimento
global. Sua sugestão está aceita e vamos reunir
esforços para divulgar amplamente.
(10:41) ARARUNA: Deputado, como V.Exª pretende ordenar os
debates no Congresso Nacional, uma vez que a maioria das comissões
da Câmara e do Senado estão agendando vários
eventos, inclusive com os mesmos expositores?
(11:11) Dep. Eduardo Gomes: ARARUNA, a intenção
da comissão é economizar procedimentos redundantes,
fazendo a seleção das audiências mais objetivas
e apoiá-las como forma de não inibir nenhuma iniciativa
propositiva. A comissão mista terá a missão
de sintetizar de maneira prática o benefício que
uma legislação moderna e eficiente sobre o tema
pode oferecer à sociedade.
(10:57) Eugênio: Sr. Deputado, a propósito da necessidade
de "... tomar decisões em bases confiáveis
e respaldadas pela comunidade científica" como o Sr.
acabou de colocar, gostaria saber se a CME já teve acesso/mandou
traduzir os: 1) IPCC Special Reports on Climate Change/UN Climate
Change Report on Global Warming, e 2) Stern Report? Não
desmerecendo iniciativas de estudiosos brasileiros, ambos são
impecáveis com relação ao tema. Acrescento
que esse último (Stern Report) foi elaborado em bases científicas
pelo economista britâncico Nicholas Stern, a pedido do governo
britânico. Vou enviar uma msg ao Sr Relator Senador Renato
Casagrande com algumas outras sugestões (em função
de entrevista que ele deu na TV Câmara recentemente.
(11:22) Dep. Eduardo Gomes: Caro Eugênio, os membros da
comissões estarão na próxima segunda-feira
em uma audiência pública no Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe), na qual o tema principal será
relacionado com esses relatórios. Ressalto que dois dos
três cientistas brasileiros que fazem parte do Painel Intergovernamental
de Mudanças Climáticas (IPCC) são da equipe
do Inpe.
(10:57) Mauricio: Prezado Sr., gostaria de saber qual foi o resultado
da audiência pública sobre aquecimento global promovida
pela Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas
e pelas subcomissões permanentes de Aquecimento Global
e de Acompanhamento do Regime Internacional sobre Mudanças
Climáticas, do Senado?
(10:59) Mauricio: Por que a ministra Marina Silva, que havia
sido convidada para o debate de ontem, não compareceu?
(11:25) Dep. Eduardo Gomes: Mauricio, a audiência registrou
importantes informações tanto do Ministério
do Meio Ambiente, quanto do Itamaraty. A ministra Marina Silva
justificou a sua ausência porque fora convocada pelo presidente
Lula para formular a agenda da sua já anunciada visita
aos Estados Unidos. Ela disponibilizou nova data para ampla audiência
na comissão de mudanças climáticas.
(11:11) Mauricio: Atores globais, da série Amazônia,
disseram que o desmatamento naquela região onde filmaram
a série é alarmante. O Sr. concorda?
(11:33) Dep. Eduardo Gomes: Mauricio, concordo e já há
sugestão para que personalidades de amplo poder de comunicação
possam relatar suas experiências à comissão.
Haverá uma sessão especial para esse objetivo.
(11:23) Universia: Na comissão, existe efetivamente um
espaço ou alguém das universidades que já
esteja participando das discussões, ou é apenas
uma intenção?
(11:46) Dep. Eduardo Gomes: Universia, a comissão mista
fará nesta segunda-feira uma audiência no Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), São José
dos Campos, SP, com o objetivo de conhecer os melhores relatórios
da academia e solicitar um plano de abordagem e participação
da comunidade universitária do Brasil. Há uma agenda
prática para alcançarmos essa parceria.
(11:54) Universia: Gostaria de deixar meus contatos, pois tenho
interesse em aprofundar o assunto em uma outra oportunidade e
de saber como foram os resultados dessa visita ao INPE programada
para segunda-feira: sangerami@universia.net. Grata.
Interesses nacionais
(10:11) claudivan: Deputado, como o Sr. encara esse novo desafio,
já que se trata de um assunto de abrangência mundial?
(10:16) Dep. Eduardo Gomes: Claudivan, com bastante esperança,
já que o Brasil, em outros momentos da história,
liderou o processo de entendimento da questão ambiental
quando organizou e realizou a ECO Rio 92, maior evento do gênero
até hoje e que consequentemente influenciou de forma positiva
os foros seguintes, como por exemplo o de Quioto. A partir do
Brasil, a atenção das pessoas do mundo inteiro podem
convergir para nosso objetivo.
(10:11) Hélio: Sr. Deputado, muito se fala sobre o Brasil
como destaque mundial na produção de biocombustível.
Para plantar mamona e cana-de-açúcar, por exemplo,
será preciso devastar áreas de floresta? Não
estaríamos, caso isso ocorra, contribuindo para o aquecimento
global?
(10:19) Dep. Eduardo Gomes: Caro Hélio, se o governo federal
optasse por uma redução nas áreas de floresta
para a expansão do plantio destinado à produção
de biocombustível, estaria cometendo um grave equívoco.
Então, você teria toda a razão em afirmar
que estaríamos contribuindo para o aquecimento global.
Entretanto, a produção de biocombustível
pode ser feita a partir de áreas já desmatadas,
da melhoria genética e da evolução tecnológica
dos processos utilizados.
(10:22) Hélio: Deputado, o Brasil é apontado como
referência mundial na produção de biocombustíveis,
mas já assinou acordo de transferência de tecnologia
de produção de etanol e de biodiesel com vários
países, até com os Estados Unidos. Isso ajuda realmente?
Em quê? Não seria o caso do Brasil proteger e vender
suas tecnologias?
(10:44) Dep. Eduardo Gomes: Caro Hélio, um país
como os Estados Unidos não tem condições
de produzir etanol em bases competitivas em relação
ao Brasil. Isso porque aquele país produz etanol a partir
de milho. O processo que eles utilizam gera menos unidades de
energia (para cada unidade de energia utilizada no processo) do
que o processo feito a partir da nossa cana-de-açúcar.
A explicação é que o milho é a matéria
prima que eles utilizam, tornando o processo caro e menos eficiente
do que o nosso. Desse modo, é preciso aumentar o tamanho
do mercado americano para podermos exportar etanol de forma competitiva.
Como eles não conseguirão atingir por meio da utilização
do milho essa produção, se depender apenas desta
matéria prima, não chegarão a criar o mercado
que o Brasil necessita para exportar para aquele país.
(10:31) Preserve Amazonia: Deputado, qual sua opinião
a respeito do manifesto Amazônia para Sempre, que prevê
desmatamento ZERO na Amazônia?
(10:56) Dep. Eduardo Gomes: Preserve Amazonia, quanto ao manifesto
Amazônia para Sempre, eu entendo que existe forma de convencer
os países mais ricos do mundo sobre a compreensão
de que a Floresta Amazônica é muito mais valiosa
preservada do que exposta a ampliação de fronteira
agrícola ou de qualquer outra característica. É
preciso achar razão econômica e social porque diante
disso, todos nós defendemos o desmatamento zero.
(10:47) claudio: Dia desses em matéria veiculada no programa
Fantástico, as residências e as vacas foram as vilãs
do aquecimento, esqueceram as indústrias americanas e européias.
De fato as grandes responsáveis pelo caos climático.
O que podemos exigir dos culpados?
(11:13) Dep. Eduardo Gomes: Prezado Claudio, concordo com você
na afirmação de que o modelo industrial utilizado
no mundo é o principal responsável pelo aquecimento
global. O uso intensivo de combustíveis fósseis
é apontado pelos cientistas como a principal causa do fenômeno.
No entanto, essa discussão é extremamente complexa
e se dá em fóruns internacionais. O Ministério
das Relações Exteriores do Brasil tem tido uma atuação
intensa no sentido de defender os interesses brasileiros nesses
fóruns. Para isso, vem contando com a colaboração
dos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia.
A linha-mestra dessa política é buscar diferenciar
as responsabilidades dos países em desenvolvimento e dos
países industrializados.
(10:49) vania: Deputado, acho muito importante o tema, mas acho
que o Brasil está muito longe de ver este Problema. Tenho
medo todos os dias quando vejo os noticiários com as mudanças
de clima o que está acontecendo. Acho que o Congresso Nacional
é o espaço para discutir esta questão, mas
precisamos ter seriedade porque acho que nos próximos 50
anos estaremos sofrendo com a nossa falta de compromisso com o
meio ambiente.
(11:16) Dep. Eduardo Gomes: Vania, o Brasil reúne condições
políticas e sociais sem comparação com qualquer
nação do mundo. Entretanto, sua pergunta deve ser
encarada como uma provocação necessária para
que todos nós façamos a nossa parte. Em outras oportunidades,
o Brasil demonstrou ao mundo que tem capacidade de liderar este
processo.
(11:17) jacy: O Brasil possui uma das maiores reservas de água
de doce e de floresta do mundo. Isso não representa um
risco de invasão por outros países para o controle
da Amazônia e dos recursos hídricos? O Brasil estaria
preparado para um ataque estrangeiro com esses interesses?
(11:39) Dep. Eduardo Gomes: Jacy, não me parece razoável
esperar uma iniciativa de agressão ao Brasil, por parte
de qualquer país, no atual quadro internacional. No entanto,
você tem razão em se preocupar com essa possibilidade.
A melhor maneira de evitar que isso aconteça é desenvolver
a Amazônia dentro de uma visão sustentável,
com a ocupação racional dos espaços ainda
vazios e o fortalecimento das comunidades já existentes.
Você há de concordar que um território vazio
é, em princípio, muito mais fácil de ser
ocupado.
(11:33) Aldiza: Senhor deputado, como estão sendo trabalhadas
as convenções (mudanças clímáticas,
desertificação e biodiversidade)?
(11:49) Dep. Eduardo Gomes: Aldiza, essas convenções
são eventos complexos, nos quais as diversas forças
políticas estão representadas. As questões
de natureza científica e tecnológica muitas vezes
são prejudicadas por abordagens que privilegiam interesses
nacionais. Isso é normal em eventos desta natureza, uma
vez que os interesses de cada um dos países lá representados
estão em jogo. No entanto, sou otimista e acredito que
a conscientização dos líderes mundiais está
começando a transformar essas convenções
em verdadeiros fóruns de discussão do futuro da
humanidade.
(11:54) Marcos: Com relação à ocupação
da Amazônia por forças internacionais, gostaria de
emitir minha modesta opinião: entendo que, se houver uma
disposição dos Estados Unidos para isso, a ocupação
irá ser tentada com ou sem espaços ocupados. Temos
de fazer nossa parte e evitar dar margem a que outros países
o façam, como por exemplo, através do argumento
de que não estamos protegendo a bio diversidade e que isto
está causando prejuízos a todos devido às
alterações climáticas que estão sendo
causadas pela supressão das florestas. É esta minha
opinião.
Responsabilidade
(10:06) Universia: Por favor, eu gostaria de saber a sua opinião
sobre qual seria o papel das universidades no debate sobre a questão
do aquecimento global. O que o governo espera delas?
(10:09) Dep. Eduardo Gomes: Universia, na verdade, três
papéis são os mais relevantes para participação
das universidades no debate. Primeiro, a discussão científica
e isenta sobre os resultados obtidos pelo Painel Intergovernamental
de Mudanças Climáticas (IPCC). Segundo, a busca
de tecnologia adequada para substituição de combustíveis
fósseis nas matrizes energéticas. Terceiro, a formação
de profissionais que incorporem em sua atividade profissional
o conceito de sustentabilidade do desenvolvimento.
(10:14) Gustavo: Deputado, o Pacote Verde apresentado pelo PV
é vergonhoso. Porque a maioria das propostas fala apenas
de ações ambientais no âmbito do serviço
público? Quem polui são as indústrias, gente!!!
O senhor não acha que as ações estão
muito tímidas?
(10:29) Dep. Eduardo Gomes: Gustavo, este é o momento
da discussão. A sociedade precisa conhecer todas as correntes
e tendências e tirar dessa ampla discussão a melhor
forma de enfrentar o problema. O resultado disso só fará
sentido se todos expressarem sua opinião como você
está fazendo.
(10:15) Elka: Deputado, qual será a participação
da sociedade civil brasileira nessa etapa???
(10:29) Dep. Eduardo Gomes: Elka, ela vai se dar por três
caminhos. Primeiro, a comissão mista é composta
por 12 deputados e 12 senadores, dos mais variados partidos e
das mais amplas posições. A sociedade civil poderá
atuar junto a esses congressistas, por meio de suas organizações,
fornecendo subsídios e sugestões. Segundo, estão
previstas audiências públicas em Brasília,
Manaus, Belém e outras cidades. Nesses eventos, a sociedade
civil poderá se manifestar diretamente por meio de seus
representantes. Por último, cada cidadão poderá
enviar sugestões individuais diretamente para cada um dos
membros da comissão, na condição de eleitor.
(10:24) Universia: Há uma iniciativa na Austrália
para que sejam apagadas as luzes durante uma hora no próximo
dia 31/3. Na sua opinião, medidas como essa têm algum
efeito real sobre o aquecimento global, ou só servem para
chamar a atenção da opinião pública?
(10:28) Luciano: Acho válida a idéia de apagar
as luzes, bem como a idéia de que os jornais poderiam deixar
de imprimir as edições por um dia...
(10:42) Dep. Eduardo Gomes: Universia e Luciano, medidas como
essas devem ser analisadas e adotadas porque quanto maior for
a adesão, maior será a repercussão. Vamos
pensar em algo semelhante a ser feito no Brasil.
(10:25) SIMONE: Como cidadã comum, que mudanças
posso adotar na minha vida para evitar o aquecimento do planeta?
(10:31) lopes: É a questão pontual que a simone
levantou que estou me referindo. as pessoas querem ajudar, sabem
que o planeta atravessa um grave momento. mas o que fazer? como
agir? e a formação da geração futura
nesse sentido? perdoe a insistência, mas a questão
é antiga e é claro que deve haver algumas idéias
dos deputados. existem e quais?
(10:38) claudio: Não lhes parece que nos envolvem nesse
drama do aquecimento hiper valorizando nossa responsabilidade?
(10:48) Dep. Eduardo Gomes: Simone, Claudio e Lopes, quanto a
contribuição de cada um, é preciso estabelecer
uma ampla divulgação sobre o aquecimento global
para que todos nós possamos compreender a missão
de cada um. (10:49) Há em tramitação na Câmara
projeto do deputado Mendes Thame que estabelece a política
nacional de mudanças climáticas e a outras dezenas
de iniciativas de igual importância que serão aprovadas
e postas em prática. Esta é a razão principal
do funcionamento desta comissão mista.
(10:36) Paraense: Amigos, o que vocês acham do tema da
campanha da fraternidade sobre a nossa querida Amazônia?
Penso eu que terá grande influência, não?
(10:59) Dep. Eduardo Gomes: Paraense, você tem razão.
Em um país de maioria cristã como o nosso, a palavra
dos líderes religiosos tem grande valor ao incorporar a
espiritualidade e o sagrado ao debate ambiental.
(10:40) Irreversível: Sr. Deputado, gostaria de saber
sua opinião a respeito dos níveis alarmantes de
agrotóxicos na agricultura brasileira e no que interfere
no aquecimento global.
(11:03) Dep. Eduardo Gomes: Irreversível, minha opinião,
como a de todos deve ser a de diminuir os níveis de agrotóxico
na agricultura e, por que não dizer, estimular alternativas
que possam tornar a agricultura orgânica valorizada e competitiva.
(11:08) Hélio: O álcool combustível é
mais barato e polui menos. Em compensação, um carro
com álcool roda muito menos que um com gasolina. Como posso
ser ecologicamente correto se o combustível limpo não
rende?
(11:29) Dep. Eduardo Gomes: Hélio, permita-me uma explicação
um pouco técnica. O etanol é um tipo de álcool
formado por moléculas contendo dois átomos de carbono
cada uma. Assim, a sua combustão gera uma quantidade de
gás carbônico muito menor do que a combustão
da gasolina, que apresenta compostos com um maior número
de carbonos (em média, oito). A situação
se agrava no caso do diesel, no qual as moléculas podem
ser formadas por mais de cem átomos de carbono. Desse modo,
gasolina e diesel poluem muito mais fortemente o ar que respiramos.
(11:09) taís: uma questão que muito me deixa indignada.
quando assessorei o MT participei, de várias ações
anti trabalho escravo. O desmatamento é conhecido e visto
na Amazônia. cresce a plantação de soja e
criação de gado na região norte. quais são
os atos que podem ser feitos para amenizar a desertificação
da amazônia?
(11:12) taís: com o desmatamento, há o grande problema
da perda de árvores como a castanheira. como impedir o
desaparecimento dessas árvores?
(11:30) Dep. Eduardo Gomes: Taís, o momento é muito
mais grave do que se imaginava. Pessoas como você, que viram
de perto as ações degradantes, que provocam a desertificação,
terão a partir de agora maior atenção para
aquilo que relatam. Gostaria de receber sugestões e opiniões
que você possa oferecer ao funcionamento da comissão.
(11:18) SUZI: Teríamos que incentivar as crianças
desde a fase da pré-alfabetização sobre o
que é o aquecimento global, o que ele pode provocar no
futuro que está próximo. Creio que a maior dificuldade
do ser humano está em compreender o que ele mesmo faz com
a natureza, com a vida em si. gostaria de enviar o meu e-mail
ao Sr. Deputado ou outra pessoa que tenha interesse de compartilhar
conhecimentos através do meu e-mail: suzisuzinha@hotmail.com,
obrigada mais uma vez pela oportunidade de estar participando
desse bate-papo e parabenizar por essa inciativa...chau!
(11:50) Marcelo Augusto: Meus amigos, bom dia. A idade da pedra
não acabou porque acabou-se a pedra... A era do petróleo
também passará, não pelo recurso que será
extinto ou dizimado, mas por novos métodos a serem implantados,
novas tecnologias aplicadas, novos conceitos. Ou seja, a história
da humanidade mostra que as grandes mudanças ocorreram
através de revoluções, e precisamos de uma
revolução em nossa maneira de visualizar essa questão
do meio ambiente, tirando os excessos oportunos referentes à
matéria.
(11:53) Aldiza: Marcelo Augusto, o que me preocupa é a
era da água. Não existiremos se esse recurso for
extinto.
(11:56) Marcelo Augusto: Aldiza, obrigado pela colocação...
esse recurso não será extinto. Antes que isso aconteça,
alguma revolução deve acontecer, é essa a
minha preocupação... não devemos esperar
a água acabar para provocar mudanças... nossa busca
deve ser incentivada pela alerta presente
(11:56) Solange: Todos os dias acompanhamos na televisão,
nos jornais e revistas as catástrofes climáticas
e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente,
no clima mundial e com efeitos devastadores como furacões,
ciclones, desertificação, clima quente... De fato
precisamos de ações emergenciais no combate/controle
dos motivadores do aquecimento global: desmatamento, queimadas
nas carvoeiras e nas limpezas de áreas para a agricultura
em especial as destinadas a monocultura, extrações
minerais... Precisamos agir eficazmente no desenvolvimento de
políticas e ações motoras de um desenvolvimento
sustentável e limpo... façamos todos a nossa contribuição
ao planeta e as nossas gerações...
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