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Quem é o Deputado Inácio Arruda
Inácio Arruda é o atual líder da bancada
do PC do Brasil na Câmara dos Deputados, em Brasília
desde 1995, demonstrou vigorosa presença política
no cenário social desde que iniciou sua vida pública
como presidente da Federação das Associações
de Bairros e Favelas de Fortaleza (FBFF) no início
dos anos 80. Isto é comprovado no conteúdo
e repercussão nacional e regional de suas inúmeras
iniciativas, que fazem de Inácio um personagem ímpar
no Parlamento.
Inácio
mostrou intensa atuação parlamentar desde
que foi eleito, em 1988, vereador pelo PC do B em Fortaleza.
Na Câmara Municipal (1988-89), entre as leis de sua
autoria estão as conquistas da meia-entrada nos cinemas
e a criação do Conselho Municipal dos Direitos
da Criança e do Adolescente.
Também
na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará
(1990-94) marcou seu mandato pela presença assídua
e destacada nas mobilizações populares e por
uma intensa e criativa atuação em plenário.
Integrou as comissões de Constituição
e Justiça e de Meio Ambiente, articulando e presidindo
a Comissão Especial de Acompanhamento da ECO-92 e
ICID.
Foi,
então, autor de iniciativas que se converteram em
novas leis: meia-passagem nos transportes coletivos na Região
Metropolitana de Fortaleza e nas microrregiões do
Ceará; ampliação da meia-entrada para
os cinemas em todo o território cearense; a realização
de auditorias ambientais; o Dia Estadual de Solidariedade
ao Povo Palestino, entre outras.
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Firme presença em Brasília
A
partir de 1995, na Câmara dos Deputados, participou
das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação
e Informática; de Planos, Orçamento Público
e Fiscalização; e de Defesa do Consumidor,
Meio Ambiente e Minorias. Desde então, promoveu audiências
públicas para tratar de temas diversos, da política
nacional de satélites, passando pela proteção
do trabalhador em face da automação, ao Programa
de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste (PRODETUR/NE).
Integrou,
apresentando votos em separado, as comissões especiais
que examinaram as propostas de emenda à Constituição
(PECs) que prorrogavam o Fundo Social de Emergência
(transformado em Fundo de Estabilização Fiscal
- FEF), e quebravam o monopólio dos estados na distribuição
de gás canalizado. Posteriormente, apresentou projeto
de lei regulamentando a distribuição de gás
canalizado, nos termos da alteração feita
na Constituição Federal e preservando o interesse
público.
O
mandato de Inácio tem repercussão nacional
assegurada, como demonstrou, em 1996, o pedido de urgência
para a votação em plenário do projeto
de taxação das grandes fortunas, de autoria
do então senador Fernando Henrique Cardoso. O boicote
liderado pelo Planalto mostrou desde então, na prática,
que o governo neoliberal somente cogita de onerar a população,
como evidenciou naquele momento o pacote emitido por ocasião
da crise das bolsas ou na recente crise energética.
Em
sua história de defesa intransigente do patrimônio
nacional, Inácio ingressou ainda com ações
populares contra os leilões da Companhia Vale do
Rio Doce (CVRD) e da Companhia Energética do Ceará
(Coelce), apresentou emendas ao projeto do Executivo relativo
ao sistema Telebrás, e encaminhou projetos de decreto
legislativo e de fiscalização e controle para
barrar o acordo entre Petrobrás e Norberto Odebrecht,
lesivo aos interesses nacionais. Contra o uso privado dos
recursos públicos no BNB e no BEC, Inácio
ingressou no Tribunal de Contas da União (TCU).
Inácio
participou em Bonn, na Alemanha, de missão oficial
da Câmara dos Deputados à Quarta Sessão
da Conferência entre as Partes da Convenção
das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação
(COP-4), que aconteceu em dezembro de 2000. Inácio
apresentou na ocasião seu projeto de lei que dispõe
sobre a criação do Fundo Nacional de Combate
e Prevenção à Desertificação,
em tramitação no Congresso Nacional. Em 1999,
Inácio participou da Terceira Sessão (COP-3),
em Recife, realizada com o mesmo objetivo de deter e reverter
o processo de degradação ambiental e mitigar
os efeitos da seca nas regiões áridas e semi-áridas
do planeta.
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Ampla atuação
No
campo da cultura, Inácio homenageou o Centenário
da Guerra de Canudos, que tem selo e cartão telefônico
com ilustração do artista plástico
cearense Audifax Rios; saudou o compositor Pixinguinha em
seu centenário com sessão solene e cartão
telefônico; propôs sessão solene em homenagem
a Oscar Niemeyer no transcurso de seus 90 anos. Apresentou
projeto de indicação, comemorando, em 1999,
o centenário de Dragão do Mar, o mais célebre
abolicionista cearense, atribuindo-lhe homenagens semelhantes.
Com uma significativa Sessão Solene realizada na
Câmara dos Deputados, registrou, mediante requerimento
de sua autoria, os 20 anos da Anistia no Brasil.
A
homenagem ao Sesquicentenário de Karl Marx, que foi
registrada com um carimbo da ECT e celebrada pelas diversas
correntes de esquerda no Salão Negro do Congresso
nacional, foi um momento destacado das suas iniciativas
no Parlamento.
Além
de dezenas de requerimentos de informação,
Inácio é autor, entre outros, de projetos
de lei criando o Fundo Nacional de Apoio à Pesca
Artesanal e instituindo a Política Nacional de Salários.
Com o objetivo de ampliar o número de postos de trabalho
em pelo menos 3,6 milhões de novas vagas, e combater
o desemprego, apresentou, juntamente com o deputado Paulo
Paim, a PEC nº 231/95, que reduz a jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais e aumenta o pagamento das horas
extras de 50% para 75% do valor normal. Para examinar o
assunto, foi instalada, no final de outubro, uma Comissão
Especial que realizou as 40 sessões regimentais.
Agora,
em maio de 2001, atendendo às reivindicações
dos trabalhadores e novamente ao lado de Paulo Paim, está
apresentando uma nova PEC que reduz a jornada de trabalho
para 40 horas a partir de janeiro de 2002 e para 35 horas
a partir de janeiro de 2004, elevando o pagamento das horas
extras em 100% nos dias normais e para 200% nos domingos
e feriados.
Inácio
presidiu em 1999 a Comissão de Desenvolvimento Urbano
e Interior (CDUI), logo depois de assumir o primeiro lugar
em produção legislativa na bancada cearense,
posicionado como 5º mais produtivo entre os 513 deputados
federais, no levantamento da Secretaria-Geral da Câmara
(1998). Nesse período, foi relator do Estatuto das
Cidades, impulsionando a tramitação do projeto
após dez anos de permanência na Câmara
dos Deputados. Estimulou e coordenou também a realização
das conferências nacionais de Saneamento e das Cidades.
Inácio
está entre os 100 mais influentes parlamentares do
Congresso Nacional, de acordo com a pesquisa anual do Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), há
dois anos consecutivos.
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Plenário e rua
Sua
trajetória, portanto, explica o desempenho. A articulação
entre as lutas de plenário e rua possibilitaram a
eleição de Inácio sempre com votações
elevadas e crescentes. Em 1988, foi eleito vereador pelo
PC do B. Em 1990 foi o deputado estadual mais votado de
Fortaleza e da Frente Ceará Popular.
Em
94, com quase 92 mil votos no Estado e novamente a maior
votação de Fortaleza, foi eleito deputado
federal; em 1996, enfrentando três grupos empresariais
de peso, a chapa que liderou para a prefeitura ultrapassou
os 150 mil votos (mais de 18%), igual aos oito candidatos
seguintes, somados. Esta Frente consolidou sua liderança
na força de oposição e, em 1998, foi
eleito para um novo mandato na Câmara, com mais de
124 mil votos a maior votação para
deputado federal na História do Ceará.
Numa
memorável campanha, acompanhada pelo Brasil inteiro,
Inácio foi para o segundo turno nas eleições
municipais de 2000, enfrentando campanhas milionárias,
em especial a do atual prefeito de Fortaleza, Juraci Magalhães,
que somente logrou êxito pela via da utilização
abusiva da máquina administrativa e pelo aporte de
grande volume em recursos orçamentários do
governo Fernando Henrique.
Por
seu desempenho aguerrido à frente do movimento popular
e no exercício dos mandatos parlamentares, no Ceará
existe uma versão definida de sua história
de vida: onde tem luta, tem Inácio.
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